RELAÇÃO COM A TEORIA

Há relação entre o documentário “A História das Coisas” e o filme Wall-E?

Sim, de fatos podemos apontar pontos em que ambos fazem as mesmas criticas.

O documentário “A História das Coisas” conta como uma matéria prima vira um produto que por fim acaba sendo jogado fora, muitas vezes sem necessidade, e como esses processos poluem e degradam nosso planeta, mesmo sem percebermos. Já o filme Wall-E acaba por apresentar como o planeta ficará ao fim dessa produção desenfreada.

Logo no começo do documentário, há uma critica forte a dependência do governo as empresas, o que pode ser notado no filme, já que o presidente do mundo também é o CEO da única empresa do mundo, a BNL.

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Além disso essa empresa e seus robôs são quem cuidam da forma de vida da humanidade, desde a alimentação até se vão ou não voltar para a Terra.

Outro ponto é que no documentário, há a crítica a exploração sem limites da natureza e da grande produção de resíduos, que são descartados sem cuidado, isso é visto facilmente no filme já que o motivo pelo qual os humanos deixaram a terra foi o fim da vegetação e o acumulo excessivo de lixo.

No filme há robôs como a EVA que foram construídos exatamente para a procura da vegetação extinguida:

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E  cenas do filme mostram pilhas de lixo na Terra, maiores do que os prédios inclusive:

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Já temos muitas pilhas de lixo atualmente, por exemplo na China (figura abaixo), devemos ficar atentos:

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E um último tópico abordado tanto no documentário quanto no filme é o grande descarte das coisas, mesmo que sem necessidade: no documentário vemos um exemplo de modelos de sapato, que a cada ano surge um novo e as pessoas acabam comprando novos sapatos mesmo tendo outros muito bons em casa; no filme, a empresa diz que o azul é o novo sucesso e logo as pessoas trocam suas roupas vermelhas pelas azuis:

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Há relação entre o documentário “A história da obsolescência programa” e o filme Wall-e?

Mesmo não tendo sido o foco principal do filme, a obsolescência programada e a influência de grandes empresas (ilustradas pela holding de monopólio mundial Buy ‘n Large) sobre os desejos dos consumidores foram evidenciadas nos constantes flashes de propagandas espalhadas pelas telas de conversação dos tripulantes e paredes da nave, em comentários passantes de um figurantes como “…meu robô já era, eu comprei um novo” e até na “educação” dada ao nascidos e principalmente na imediata resposta ao “Experimentem azul: é o novo vermelho”.

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Tendo o contêiner em que Wall-E foi ativado e decidiu utilizar como lar como centro da obsolescência programada, nele podem ser encontrados vários exemplos de utensílios, aparelhos e acessórios que, mesmo que ainda funcionais, como a batedeira manual, o i-pod, o VHS e a fita impressionantemente bem conservada, que foram substituídos e eliminados simplesmente porque algo mais novo e/ou cômodo foi oferecido pelo mercado e adquirido por suas marionetes.

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No filme também pôde ser evidenciada a ineficácia e incorrigibilidade daqueles que, ao invés de combater um problema, simplesmente o põe onde não lhe incomoda e espera que se resolva sozinho com o argumento similar ao do presidente da BnL “É melhor isso do que tentar solucionar esse problema”, ao focar no volume de lixo produzido dentro da nave que é simplesmente compactado e lançado ao espaço onde supostamente não incomodará ninguém porque “vai ser mais fácil”.

Fonte: Animação Wall-e e o documentário “A história secreta da obsolescência programas”.

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